Júri popular condena delegado da Polícia Civil à pena de 12 anos de prisão


Réu também perdeu o cargo e teve suspensos seus direitos políticos

Na temporada do Tribunal do Júri que está ocorrendo na Comarca de Goiatins entre os dias 20 de setembro a 11 de outubro, foi julgado e condenado à pena de 12 anos de prisão, em regime aberto, delegado de Polícia da cidade que em 2002 tentou assassinar Amilton Santos da Silva, com uso de arma de fogo. O nome do delegado não foi divulgado.

O réu também perdeu o cargo de delegado civil de carreira e teve suspensos seus direitos políticos.

No Plenário do Júri, sustentou a acusação o promotor de Justiça Alzemiro Wilson Peres Freitas, que demonstrou aos jurados como os fatos ocorreram. Sua atuação foi essencial para a condenação do autor do crime.

Resumo do caso
Em novembro em 2002, estando sob efeito de bebida alcoólica, o delegado teria chegado em uma festa que acontecia na localidade, munido de um revólver calibre 38, e, com um copo de bebida nas mãos, começou a revistar várias pessoas.

Devido à forma como foi abordada, a vítima manifestou insatisfação, revelando que não acreditava ser o agente um delegado de Polícia em cumprimento às suas atribuições, não se submetendo, portanto, à revista pessoal.

O delegado, então, buscou um agente da polícia civil em sua residência, voltou ao local da festa, dirigiu-se à vítima que se encontrava sentada em uma cadeira, aproximou o revólver da sua cabeça e disparou, sem possibilitar à vítima qualquer condição de defesa (Art. 121, § 2º, inciso II e IV, c/c 14, II, do Código Penal).



O projétil atingiu a região do ouvido esquerdo de Amilton e saiu pela lateral direita da sua mandíbula.


Com informações de Portal CT