“Obra publica dada aos cavalos”: Sede da Comarca de Goiatins se encontra paralisada devido a atos e ações corruptas



Nota de Repudio Escrita e enviada a nossa equipe pelo Rubens Araujo (PR):

Estamos vivenciando dias difíceis, não sabemos mais em quem confiar, pois vemos grandes arbitrariedades nos cercando, tentando nos intimidar, tirando a nossa esperança e o que ainda nos resta de cidadania.

Em nossa cidade existe uma obra de responsabilidade do Poder Judiciário, que seria a sede da Comarca de Goiatins, tão esperada por parte dos Magistrados, servidores e comunidade em geral, mas teve apenas um início e hoje se encontra paralisada devido a atos e ações corruptas de alguns, está se deteriorando e servindo de baia para animais e esconderijo para jovens se prostituirem e se drogarem, vemos todos os dias, tão certo quanto o nascer do sol, a imagem de um prédio em ruínas, sofrendo o desgaste do abandono da corrosão, da incidência do sol, chuva e orvalho sobre o nosso orgulho, e sobre o dinheiro público investido, enquanto nosso magistrado e servidores trabalham em um prédio que molha todo, só não molha quando não chove, o povo sempre me perguntam porque aquele abandono, e eu como vereador um representante escolhido pelo povo, e como cidadão goiatinense, e sabedor que foi um valioso terreno doado pela prefeitura passando pela aprovação da Câmara de vereadores da época.




Gostaria de ver esta bela obra concluída, e não se acabando do jeito que se encontra, quando falo que o foro molha todo é porque eu sou prova, vivenciei, trabalhei no mesmo de 1995 à 2011 e sempre no labor de carregar junto com Juiz e os demais funcionários, livros, papéis, processos, computadores e mesas de um lugar para outro procurando onde poderia molhar menos, por esses motivos solicito a quem de direito ou responsável pela condução desta obra que impulsione a conclusão deste belíssimo prédio quando se tornar realidade, a sociedade se mostra desanimada, sem entusiasmo e força para reivindicar seus direitos, cansada de lutar em vão. 

A indignação é óbvia nas palavras, nos gestos e nos olhares, mais falta a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Quem será o magistrado da lei que será capaz de nos defender e de devolver um pouco da nossa cidadania, para mostrar pra essa população que ainda podemos acreditar na Justiça, na ordem e no progresso social.



Eu resolvi agir enquanto ainda é tempo, mesmo que seja apenas expressando a minha revolta e a minha indignação, preciso fazer a minha parte e agora estou aqui dando o meu primeiro passo, soltando o meu grito de desabafo, pois, não aguento mais vê tanta injustiça, a minha revolta silenciosa não faz nenhuma diferença, talvez a minha voz angustiada consiga despertar algo no meio da multidão, estou deixando para trás anos e anos de passividade, medo, timidez e até covardia para lutar por aquilo que sonho e acredito, pois a justiça pra ser boa tem que começar de casa, e construindo a sua casa própria.

Nós estamos fazendo parte de um processo democrático onde podemos e devemos exercer a nossa liberdade de expressão e o nosso direito de escolha, deveríamos fazer isso sem nos intimidar com ameaças ou possíveis punições, pois sabemos que elas acontecem e que são resultados das ações de “sistemas corrompidos”. 

Sabemos também, que inseridas no contexto desses sistemas existem pessoas íntegras, capazes de transformar e de ajudar a resgatar os valores que estão sendo entorpecidos pelo furor da desonestidade de muitos.



Sabemos que unidos e destemidos podemos fazer a diferença e exigir mudanças, mas, que omissos e passivos somos atropelados, lesados em nossos direitos e nos tornando cúmplices de muitas arbitrariedades. Como podemos ser cidadãos se não podemos exercer plenamente a nossa cidadania? A lei máxima de nosso país nos garante o direito de exercer a nossa cidadania. 

Mas, existem leis informais ou podemos dizer “clandestinas" pronunciadas por alguns que na verdade só querem promover o seu próprio bem estar, e que juntos com suas ganâncias e vontades arbitrárias acabam ferindo ou cancelando definitivamente, os nossos direitos. Não podemos mais ficar de braços cruzados observando as afrontas e a destruição cruel de nossa humilde cidade e de nossos sonhos.

Se o nosso passado e o nosso presente estão contaminados, e continuarmos de braços cruzados, como será o futuro de nossos filhos e netos? 

Sempre tive sonhos, expectativas, esperança e vontade de acompanhar de perto o desenvolvimento real de minha cidade, de olhar e perceber realmente o efetivo cumprimento das leis que nos protegem, mas, algo me impedia de agir ativamente em prol do bem estar de todos nós, talvez o medo de ser atingido ferozmente por aqueles que exercem o poder negativo de destruir os pequenos. Continuo pequeno, mas agora cheio de coragem, esperança, ousadia e dever, pois hoje faço parte da Câmara Legislativa, vereador eleito pelo povo e tenho obrigação e muita vontade de defende – lós.

Rubens Araujo – Vereador – PR